domingo, 20 de abril de 2025
sábado, 19 de abril de 2025
quinta-feira, 20 de março de 2025
O que me conforta, dia após dia, são as horas de agonia,
Sem forma e sem cor, de tempos em tempos, todos os dias.
Em teus trilhos andamos - és lei regente nos principados.
Aos teus gatilhos levamos esta vida de seres agoniados.
Somos filhos, recordamos, de outrem também amaldiçoado.
Se alimenta ferozmente da inércia, sentimento familiar.
És reles dor e trauma; a ansiar move-me a ampliar,
Vícios, falhas e fraquezas com seu constante afagar.
Guiados por ti seguimos, com certeza de rumo e destino.
Confortamo-nos na paz de finalmente ter tino.
Temo quedar-me um dia sem ti. Aos meus instrumentos.
Tenho que estar vivo por ti, como norma do pensamento.
És ordem. Prescrita pela insatisfação do pensar,
Me impedes, bendita, de afogar-me em meu mar.
Tu tornas o caminho claro - torções sem opções.
Sem escolher ou decidir, sou ser, sem convicções.
Te sustento em dia e faz-te minha guia,
És doce e íntima, ó querida agonia.
terça-feira, 11 de março de 2025
nesta etapa de nosso encontro,
me encontro de face a um confronto.
o verbo, em encontro proibido,
em confronto com afeto contido.
rapidamente, surgem-me as memórias
de um passado que me recorda do futuro.
subitamente, tomam-me as estórias
de um passado feito firme como um muro.
Enfrento, empoleirado entre paixão suspensa,
Uma expressão qual precipitação é ofensa.
Temo, num deslize gritar a atração intensa,
E trazer ao nada a nossa devoção imensa.
Ante o medo, em coragem decido,
Mergulhar cedo neste amor medido.
Ouço, atento, aguardando o ecoar,
sábado, 8 de março de 2025
Tempo, a ti suplico
Posse do minuto.
E viver em ti, inevitável.
segunda-feira, 3 de março de 2025
Z Deli Restaurante
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
Ah, meu samba, tudo se transformou.
Nem as cordas do meu pinho podem mais amenizar a dor.
Onde havia a luz do sol,
uma nuvem se formou.
Onde havia uma alegria para mim,
outra nuvem carregou.
A razão desta tristeza é saber que o nosso amor passou.
Violão, até um dia.
Quando houver mais alegria eu procuro por você.
Cansei de derramar inutilmente em tuas cordas
as desilusões deste meu viver.
Ela declarou recentemente que ao meu lado não tem mais prazer.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
Quão boa deve ser a vida do homem que vive no metrô!
Queria entrar no metrô com destino ao infinito e viver em constante trânsito.
Encontrar pelo meu caminho apenas rostos frios, fechados, impenetráveis e também em trânsito.
Existir ao outro apenas como um rosto frio, fechado, impenetrável e em constante trânsito.
Incapaz de preencher vazios.
Eventualmente a costumeira e impessoal pergunta da pessoa perdida e nada mais.
Nunca vi o condutor do metrô.
A voz alheia e robótica que soa pelo vagão é sempre a mesma,
Inundada no zumbido de pessoas em trânsito,
Anuncia sempre e inevitavelmente o fim de meu descanso.
Não vivo no metrô.
Cheguei à minha estação.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
i would rather not go
back to the old house.
there's too many bad memories.
there's too many memories there.
when you cycled by,
here began all my dreams.
the saddest thing
i'd ever seen.
and you never knew
how much I really liked you.
because I never even told you.
oh, and I meant to.
are you still there?
or have you moved away?
I would love to go
back to the old house.
but I never will.
I never will.
I never will.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
Lua
Lua, és tão linda.
Ao repousar em ti
e dar por teu ciclo,
deito-me sob a tua luz,
contente e aliviado.
Pois tu é real,
e real apenas tu é.
A ti, corpo que não teve a benção da consciência.
Saiba que em mim tu és perfeita.
Anseio te ver
todas as noites de todos os dias.
